O livro busca proporcionar ao leitor um experimento de problematização a partir das questões que emergiram no campo constituído por uma oficina de fotografia com pessoas com deficiência visual. O processo de constituição da oficina e da confecção do presente texto está inserido em uma proposta de pesquisa-intervenção que adota a política cognitiva inventiva em relação à pesquisa e utiliza o método da cartografia como orientador. Outra influência importante para a constituição desse processo é a posição política adotada pela metodologia PesquisarCOM que afirma a deficiência visual como existindo a partir de práticas cotidianas que produzem e fazem circular diversas versões da cegueira. Foi na trama tecida com essas referências que surgiu uma oficina de fotografia que teve como proposta/aposta oferecer à pessoa com deficiência visual a possibilidade de se apropriar do fazer fotográfico de forma singular a partir de um formato de funcionamento aberto para reconfiguração com os participant